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O direito à preguiça

“Ah a frescura na face de não cumprir um dever!”, já dizia Fernando Pessoa. 

Vivemos obcecados com o trabalho, vivemos em constante competição, em stresse, rodeadas de “obrigações”: os filhos, os netos, a casa… Acho que a preguiça nem sempre é uma coisa negativa. Até pode servir de motivação para pormos algumas ideias em prática. Acho que devemos a nós próprias uns momentos de preguiça de vez em quando. Tempo precioso para cuidarmos de nós, ler um livro, ver uma série ou um filme, apanhar sol numa esplanada, ou mesmo ficar em casa sem fazer nada. Está provado que os momentos de ‘preguiça’ são fundamentais para a nossa saúde mental e física. Senão, vejamos:
se nos permitirmos preguiçar de vez em quando, teremos uma menor predisposição para o burnout [perturbação psicológica causada pelo stresse excessivo resultante da sobrecarga de trabalho]. Aliás, também podemos chamar à preguiça, descanso, fundamental para todos nós. 
Ao mesmo tempo, se tirarmos um dia para nós, voltaremos ao trabalho com mais energia e dedicação. 
Os momentos de preguiça, em que pura e simplesmente não fazemos nada, são úteis para pensarmos na nossa vida, nas opções que temos, no que queremos deixar para trás. Permitem-nos fazer a introspeção necessária para seguirmos em frente de forma confiante.
As pessoas preguiçosas sofrem menos de ansiedade. Por conseguinte dormem melhor, comem melhor, enfim, de uma maneira geral melhoram a sua qualidade de vida.
A preguiça, por vezes, desenvolve a nossa criatividade. Em vez de ocuparmos a nossa mente com obrigações, podemos desenvolver ideias, conceitos, projetos.
Mas como em tudo na vida, há que encontrar um equilíbrio. Temos é que deixar de nos sentir culpadas por estarmos um dia, de vez em quando, em casa, sem fazer nada. 
Vão ver que compensa 🙂

Fotografia Diogo Ferreira



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