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Avós de hoje

Há uns dias celebrou-se o dia dos avós e lembrei-me das minhas avós e de como as coisas se modificaram ao longo das últimas décadas.

Hoje as avós desafiam os estereótipos. Quando pensamos nelas já não as vemos como velhinhas de carrapito grisalho e de óculos na ponta do nariz. 

Hoje as avós de 50, 60, 70 anos são mulheres ativas que vão ao ginásio, arranjam o cabelo e as unhas, enquanto espreitam o Instagram. Saem com as amigas e, eventualmente, declinam algum convite quando é dia de ficarem com os netos.

A avó de hoje, muito provavelmente, faz ioga em vez de jogar canasta, e disfarça os cabelos grisalhos com madeixas, em vez de lhes fazer um banho lilás.

Antigamente víamos as avós como senhoras que passavam a vida na cozinha a fazer bolos ou sempre a fazer tricô ou crochê. Não se sentavam no chão, de jeans, nem nos falavam das suas experiências de vida. 

As avós de hoje sentem-se mais novas, mais saudáveis, mais ativas do que as do passado. Talvez possamos atribuí-lo ao aumento da esperança média de vida, tornando a fase da meia idade mais longa. Ou talvez esta realidade seja o resultado das mudanças na sociedade no que diz respeito às mulheres. O que é um facto é que as avós de hoje são muito mais divertidas e mais próximas dos netos. 

O amor, esse, permanece igual. Talvez elas, as de hoje, até desfrutem mais dos netos do que dos próprios filhos, pois já não sentem aquela pressão do trabalho, da falta de tempo, das pressões da carreira. 

Penso que a grande compensação de envelhecer será ver os netos crescer. Ser avó é ter um pé no futuro.

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