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Bem-estar

Afinal, porque falham as relações amorosas?…

Quando já se viveu bastante – e à medida que vamos alcançando maturidade – as análises comportamentais tornam-se um pouco mais fáceis. Muitas vezes me pergunto porque que é que as relações são cada vez mais difíceis de manter. O que é que nos está a acontecer para que a comunicação seja cada vez mais débil? Vamos deitar as culpas à tecnologia, à nova sociedade, às “modernices” ou vamos assumir que, afinal, nunca foi fácil comunicar e que nós é que, em tempos idos, nos acomodávamos e anulávamos?

Deixo-lhe aqui alguns pontos e ideias para reflexão e espero que ajudem a compreender o “fenómeno”.

O romance é o mais difícil de manter. Porquê? 

Porque está diretamente ligado à novidade. A princípio dá-se aquela conexão tão difícil de explicar. A tal “química” que nos faz desejar que o dia não acabe, que nos faz ver a vida com outras cores, que nos faz querer estar, apenas, com o outro, descobri-lo e saboreá-lo. Aceitar que esse estado de espírito tem prazo de validade é o mais difícil e saber dar a volta requer muita habilidade. Com a maturidade vamos aprendendo que a vida não é sempre uma festa e que há que saber aproveitá-la nas suas diferentes fases. O mesmo se passa com as relações e reconheço que é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo.

Temos que aprender a viver sem grandes expetativas. 

É esse peso que pomos nas relações que por vezes as destroem. Queremos que tudo seja perfeito e como sonhámos, mas a vida nunca é assim e muito menos as relações. Das “borboletas na barriga” passamos para a rotina e, muitas vezes, não sabemos lidar com o que nós achamos que é o tédio. Se o queremos combater, é importante que tenhamos uma visão mais realista daquilo que é partilhar a vida com alguém. E também convém saber que tudo na vida dá trabalho. Até as relações. 

Será que as novas tecnologias estão a sabotar as relações? 

Pelo que ouço por aí, podem crer que sim! Cada vez mais as pessoas se queixam de que o parceiro passa o tempo todo no computador ou no telemóvel. Cabe ao outro tentar criar distrações. Organizar passeios, idas a exposições, jantares com amigos e por aí fora. 

Mesmo quando tudo parece perfeito (na medida do possível…), por vezes caímos no erro de tomar o outro como garantido. 

Deixamos de dar o devido valor a pequenos gestos de atenção, a mimos, deixamos a vida fluir e esquecemo-nos do tal trabalho queas relações dão. 

Para mim, muito importante nas relações é não vivermos em função do outro. É manter a nossa individualidade. Temos que estar com o nosso parceiro por vontade e não por necessidade.

Enfim, havia muito mais a dizer sobre o assunto, mas estas são só algumas considerações. Será que concordam? Gostava de vos ouvir e, por isso, espero ansiosa pelos vossos comentários!

  • Reply
    Fernanda
    26 de Julho, 2019 at 11:51

    Concordo totalmente com a Helena, aquilo que tenho visto são casais por vezes sentados a mesa de restaurantes e com filhos, mas não conversam, cada um deles está agarrado ao telemóvel. E é assim.

    • Reply
      Helena Isabel
      30 de Julho, 2019 at 09:17

      Olá Fernanda, obrigada pela sua colaboração. Tem toda a razão. Hoje, aquilo de que fala é uma realidade, sobretudo nos casais mais jovens. Mas é preciso estarmos atentos e instituir regras. Por exemplo: não há telemóveis à mesa. E não só no restaurante. Em casa também.

  • Reply
    Maria
    26 de Julho, 2019 at 16:59

    Olá Lena
    Sim , tudo isso é verdade !
    O que aprendi mais recentemente é que de facto , mesmo numa relação , temos sempre de manter a nossa individualidade e termos vida própria para além da vida em conjunto com o nosso parceiro. Isso é fundamental
    Beijinho
    Maria Vasconcelos

    • Reply
      Helena Isabel
      30 de Julho, 2019 at 09:17

      Olá Maria. Obrigada por seguir-me e pelo seu testemunho. Mantermos a nossa individualidade é muito importante. Pode parecer um contrassenso mas dá-nos a possibilidade de apreciarmos melhor a companhia do nosso parceiro. Afinal partilhar é tão bom…

  • Reply
    Teresa
    14 de Agosto, 2019 at 09:52

    Isto é Serendipity.
    Acabei de ver no Instagram um post da Marisa Peer onde ela falava da dificuldade das relações quando uma pessoa se acha un-lovable (ou seja não amada).
    E eu acho que é aqui que está o ponto fulcral. Não no outro mas no próprio. E como depois tudo isso determina escolhas erradas, expectativas desajustadas (do outro, de nós próprios…) o que irá resultar em escolhas de parceiros e relações amorosas com o mesmo resultado.
    Não é o outro que está. Todos estamos. E ao estarmos desajustados também do tempo em que não queremos estar (agarrados ás tecnologias, ao trabalho etc etc) – porque não coincide com o do outro – dá-se o choque.

    “Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.” Ghandi

    E até se fazer essa mudança não conseguiremos obter a resposta aos “porquês” que nos tornam cada vez mais distantes e superficiais no Amor (todos os tipos)

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