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Rejuvenescer bem

Hoje em dia temos um sem número de ferramentas à nossa disposição que nos permitem atenuar os efeitos da passagem do tempo: desde os cremes, cada vez mais sofisticados, aos tratamentos estéticos que podem retardar ou mesmo evitar as cirurgias. Não devemos nunca cair em exageros, pois isso só nos dará um ar artificial e plastificado. Antes de se aventurar, recomendo que consulte um médico especialista neste tipo de tratamentos, até porque aquilo que resulta numa pessoa, pode não resultar noutra. Cada caso é um caso e nenhum rosto é igual. Só um médico poderá aconselhá-la a escolher o tipo de tratamento que melhor a vai servir e consoante das suas características. Neste sentido, pedi ao Dr. Luís Uva, Especialista em Tratamentos Estéticos, que partilhasse connosco a sua experiência e que nos esclarecesse algumas dúvidas. 

Dr. Luís Uva – iCare, Clínica Médica e Estética

Com o envelhecimento natural, ocorre a diminuição de produção e degradação de substâncias como o colágenio, a elastina e o ácido hialurónico. Além disso, também se verifica uma perda de volume que resulta da reabsorção e do reposicionamento da gordura facial, assim como da remodelação óssea.
Felizmente que hoje existem métodos não invasivos que nos podem ajudar, de forma fácil, a combater estas alterações sem necessidade de recorrer aos tratamentos cirúrgicos clássicos. Com o chamado Lunch Rejuvenation ou ‘rejuvenescimento da hora do almoço’ podem obter-se resultados elegantes e discretos, combinando várias técnicas não invasivas como a toxina botulínica, fillers ou preenchimentos, skinboosters, fatores de crescimento, fios tensores, lasers e pellings químicos. Além de relaxarem rugas de expressão, estas técnicas permitem compensar a perda de volume de áreas em torno dos olhos ou da boca; induzem a produção de colagénio, diminuindo a flacidez cutânea; melhoram a qualidade da pele, conferindo-lhe maior luminosidade e atenuam ou eliminam manchas e cicatrizes.


É verdade que muitos dos tratamentos médico/estéticos descritos – e que fazemos enquanto dermatologistas – têm um efeito preventivo: a Toxina Botulínica (Botox®) previne o aparecimento de rugas e “educa” a musculatura facial; o ácido hialurónico induz a formação de colagénio e compensa a flacidez e a atrofia cutânea; os lasers fracionados “limam” a pele, melhorando manchas e imperfeições cutâneas e conduzem à produção profunda de novo colagénio, melhorando a elasticidade e produzindo um efeito de pele “esticada”.


Na minha opinião, creio que, como em qualquer problema médico, o tratamento deve começar não só quando já estamos doentes – ou neste caso envelhecidos – mas sim antes disso e de forma a prevenir. Posto isto, é importante um bom diagnóstico e plano de tratamento. Assim, a mensagem que também gostaria de transmitir é que os pacientes e os médicos devem ter, acima de tudo, bom senso. Não devemos renunciar aos avanços científicos no campo do rejuvenescimento facial não agressivo que a dermatologia moderna nos tem privilegiado, sabendo, contudo, que a batalha contra o envelhecimento se perdeu desde o nascimento e que devemos viver com imperfeições. Tal como gosto sempre de dizer aos meus pacientes os resultados discretos e naturais são os mais elegantes. Assim, o início deste tipo de tratamentos, bem como a manutenção dos mesmos, deve envolver a avaliação de um profissional experiente, capaz de gerir as expectativas apresentadas pelos pacientes e de encontrar um plano adequado que satisfaça as necessidades de cada pessoa em determinada fase de vida/envelhecimento. Outra grande vantagem deste tipo de abordagem é que podemos introduzir estas alterações pouco a pouco, ao contrario do que sucede com uma cirurgia estética. A manutenção é, normalmente e na maioria dos casos, feita em planos de duas a quatro visitas anuais.

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